FEDERAÇÃO DE REMO DEFENDE 1ª RAÍA OLÍMPICA DO BRASIL.

Tentando resgatar as tradições de um esporte praticado desde o final do século XIX, onde, foi sacramentada a 1ª raia olímpica do Brasil em 1904, mas, com o cescimento desordenado da capital baiana e o aparecimento de marinas numa baía de águas calmas e tranquilas, esse espaço está sendo inválido, trazendo problemas em dias de treinamentos e principalmente, nos dias de competições, reduzindo os locais para a torcida se concentrar e torcer, já que temos a presença constante de público, em média 3.000 pessoas, gritando por seu clube e seus atletas.
Contando com o apoio do Jornal a Tarde, principal jornal do Nordeste, criador da Copa Norte e Nordeste de Remo, foi realizado uma excelente matéria mostrando as difuculdades, conforme reportagem:


RAIA DAS REGATAS DISPUTA ESPAÇO COM EMBARCAÇÕES, MARINAS E TWB

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Aurélio Lima / A TARDE

Eduardo Martins / Agência A Tarde


Quando o remo baiano comemora a consolidação de patrocínio para as regatas do Campeonato Estadual, minimizando em parte a crise financeira de décadas, e se estrutura visando o apoio da Confederação Brasileira (CBR) para sediar competições internacionais, veio a ducha de água fria: a raia de 2 mil metros, na Praia da Ribeira, onde os atletas treinam e competem ganha a cada dia mais aspecto de um estaleiro.

Barcos abandonados, em construção ou sendo reformados, são uma rotina. Os resultados aparecem em dias de regatas, como observam diretores da Federação dos Clubes de Regatas da Bahia (FCRB). “Tráfego de embarcações atravessando a raia e falta de visibilidade do público que senta no cais para apreciar as provas”, reclama o empresário Jorge Codami, presidente da FCRB.

Nesta quinta-feira, 18, numa visita ao local, o dirigente percebeu que os problemas tendem a crescer. Admitiu que a realização do Estadual e outras competições de fora estão ameaçadas. Inclusive o sonho de ver a seleção brasileira de remo se apresentando na raia da Ribeira.

“O presidente da CBR, Wilson Reeberg, apoia. Mas só se resolvermos a questão de tantos barcos atracados e a diminuição da raia”, revelou Codami.

Outro problema - Enquanto falava, apontou para o que considera outro problema. A marina Píer Salvador, situada em frente à sede do clube de remo Santa Cruz e imediações da raia de remo, está ampliando sua área de atracação. Codami prevê que isso vai dificultar a visibilidade do público das regatas e aumentar o tráfego de barcos no local.

Para piorar, em frente ao Clube de Regatas Itapagipe, um trecho próximo à rampa de descida dos barcos e remadores foi cercado pela TWB (concessionária do ferry boat). Além de impedir o acesso, atrapalha o treinamento dos atletas.

Uma placa de proibição foi afixada no local, onde A TARDE esteve nesta quinta e fez imagens, além de ouvir queixas de pessoas da comunidade. “A gente reclamou. O pessoal do [Clube de Regatas] Itapagipe também, porque ficamos sem poder descer com os barcos pela rampa. Aí, eles recuaram a cerca para onde está agora”, contou o carpinteiro de barcos, Pedro Paulo dos Santos.

Pelos cálculos do carpinteiro, o recuo foi de cerca de 30 metros. O que levaria a cerca a passar em frente à rampa de acesso à praia. Há oito anos no local, ele diz que a situação ficou ruim, mesmo com o recuo, por manter a redução do espaço.

Colega de profissão de Santos, Lourival da Glória, 82 anos, falava enquanto construía um barco pelo qual vai cobrar R$ 4 mil da mão-de-obra. “Desde os 13 anos sou carpinteiro. Nasci e me criei na Ribeira e agora tá faltando areia nessa parte daqui para a gente poder trabalhar”, disse, referindo-se à cerca.

Lixo e dejetos - “Isso aqui está virando um estaleiro, avançado cada vez mais”, protestou Codami, referindo-se ao trecho em frente à raia de 2 mil metros de remo. Barcos velhos ou só o esqueleto de alguns deles, lixo espalhado e dejetos de odor ruim contrastavam com os barcos novos sendo construídos. Um deles, pelo carpinteiro Lourival da Glória.

O vigia da TWB, Moisés Santana, garantiu nunca ter havido reclamações pelo cercamento da área. “Aqui vai ser reativado a manutenção dos ferries. É área privada”, respondeu, em frente à placa onde se lê o número 06/06 da concessão dada pela Secretaria de Infra-estrutura estadual.

Leia reportagem completa na edição impressa do Jornal A Tarde desta sexta-feira, 19, ou, se você é assinante, acesse a versão digital.